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Ela publicou em seu Instagram duas novas fotos exibindo suas novas unhas e jóias, e escreveu: “Ame teus inimigos como a ti mesmo” #rebelheart O que será que está aprontando?

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Postado por | 23.12.14

There's only one queen

Três dias depois do lançamento surpresa, a pré-venda do Rebel Heart no iTunes continua como o álbum mais vendido no Brasil, assim como suas seis canções já liberadas.

No mundo todo, Rebel Heart ainda está em primeiro lugar em 31 países! Já em outros 37 ele permanece no Top10. Ou seja, é Madonna com destaque em 68 países! Parabéns, Madonna!

E você, já comprou o seu? Clique aqui e garanta a sua cópia!

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Postado por | 22.12.14

rebel heart

Mais uma entrevista que Madonna concedeu para divulgação de seu álbum Rebel Heart. Confira a tradução:

“Foi roubo! Eu não disse “Ei, aqui está a minha música, ela está pronta”
Em entrevista exclusiva, a cantora defende sua descrição do vazamento de demos de seu novo álbum como “estupro artístico”

Madonna defendeu sua descrição do vazamento de 13 demos inacabadas de seu próximo álbum como “uma forma de terrorismo” e “estupro artístico”.

Falando ao jornal The Guardian, no domingo, a cantora disse que estava “vivendo em um estado de terror” após o vazamento, acrescentando que havia “uma grande possibilidade” de que aquilo era resultado de seu computador pessoal ter sido invadido.

“Obviamente, há uma pessoa, ou um grupo de pessoas, por trás do que fizeram para, essencialmente, me aterrorizar”. Eu não quero soar exagerada, mas certamente é assim que eu me senti. É uma coisa se alguém entra em sua casa e rouba uma pintura em sua parede; também é uma violação, mas, o seu trabalho, como um artista, isso é devastador!”

“Eu sou uma pessoa artística, muito expressiva. Desculpem-me se minhas palavras assustam, mas foi isso o que senti. Não foi um acordo consensual. Eu não disse “Ei, aqui está a minha música, ela está pronta”. Foi roubo.”

No sábado, Madonna inesperadamente lançou seis faixas do álbum Rebel Heart no iTunes, após o vazamento das músicas inacabadas no início da semana. O álbum em si tem lançamento previsto para março. Ela imediatamente alcançou o No 1 nas paradas do iTunes em 36 países (chegou a 41 países horas depois), uma situação que descreveu como “um milagre”.

O vazamento das gravações inacabadas de Rebel Heart é o último de uma série de vazamentos de artistas de grande destaque na indústria da música, apesar das medidas de segurança cada vez mais rigorosas das gravadoras.

No ano passado, o álbum intensamente aguardado de Kanye West, Yeezus, vazou por completo online antes de seu lançamento, ironicamente quatro horas após o site buzzfeed.com publicar uma reportagem detalhando o meticuloso esquema de segurança em torno do álbum – que, aparentemente, incluía armazenar a música em um disco rígido em compartimento hermético, que poderia suportar o impacto de um acidente de avião ou tsunami. O artigo tinha a manchete: 8 razões pelas quais você não vai ouvir Yeezus antes de seu lançamento oficial.

Mas Madonna ponderou que o vazamento de suas demos difere das violações de segurança anteriores, frequentemente ligadas a funcionários de gravadoras ou estúdios de gravação, porque outros materiais não-musicais apareceram online ao mesmo tempo.

“Não era apenas minha música. Imagens que eu nunca tinha visto antes começaram a vazar. Foi então que eu comecei a pensar: ok, o que está acontecendo? Qual é a fonte do vazamento? Não é apenas uma pessoa, ou alguém sentado ao meu lado em um escritório, ou alguém em um estúdio de gravação. Eu tive casos de vazamentos no passado, algumas semanas antes de um álbum ser lançado, um monte de outros artistas tiveram também, todos nós temos que lidar com isso. Mas ter músicas inacabadas que foram produzidas em março estarem vazando, isso é extremamente perturbador para mim!”

A cantora disse que o vazamento a forçou reconsiderar suas técnicas de trabalho, e, na esteira do escândalo dos grampos da Sony Pictures, colocou questões mais amplas para a indústria do entretenimento como um todo.

“Você tem que repensar sua abordagem ao fazer música, como trocar informações com as pessoas, como trabalhar em um ambiente mais seguro. É alarmante. Alarmante porque, o que devemos fazer como artistas? Queremos terminar de escrever nosso livro ou editar nosso filme, queremos terminar de escrever ou produzir nossa música. As pessoas precisam de arte, precisam de inspiração, precisamos ouvir as gravações dos artistas e ver seus filmes. Por que destruir esse processo de criação? Vai afetar todo mundo.”

As seis canções de Rebel Heart lançadas até agora são cheias de controvérsia: Illuminati zomba das várias teorias da conspiração na internet que envolvem uma variedade de artistas – incluindo Jay-Z e Lady Gaga – que seriam membros de uma elite dominante e sombria.

“Atualmente, há muitos rumores na música pop e as pessoas estão dizendo: “Oh, esta pessoa é um membro do Illuminati”, ou “eles são Illuminati”, ou “você é Illuminati”, e há essa idéia das pessoas de que há um grupo de artistas ou pessoas ricas, chamadas de “Illuminati”, e eles trabalham nos bastidores e controlaram tudo e eles são muito poderosos, e há uma referência a algo obscuro, ou magia negra, ou algo parecido. E eu tenho que dizer que tudo isso me faz rir.”

“Eu acho que muitas pessoas não se importam de ser chamadas assim, mas eu sei quem são os verdadeiros Illuminati, e de onde essa palavra veio. A raiz da palavra é “iluminar”, significa “os iluminados”, e veio a partir da época do Iluminismo, quando muita arte e criatividade floresceu, de Shakespeare a Isaac Newton, de Leonardo Da Vinci, Michelangelo: os filósofos, artistas, cientistas estavam todos envolvidos em uma espécie de alto nível de consciência através de seus trabalhos, e eles estavam esclarecendo e iluminando as mentes das pessoas e as inspirando por todo o mundo. E esses são o verdadeiros Illuminati. Assim, o propósito para escrever essa canção era de alguma forma dizer: “Então, se você acha que eu sou uma Illuminati, muito obrigada, é um elogio, porque eu gostaria muito de fazer parte desse grupo, os verdadeiros Illuminati, e isto que está na música é o que eles não são”.

Madonna também afirmou que seus filhos atuaram como seus conselheiros artísticos, ajudando-a a tomar decisões sobre os produtores com quem trabalhou: Rebel Heart apresenta contribuições de, entre outros, Kanye West e as estrelas do EDM Avicii e Diplo. “Eu certamente não estou nas boates o tempo todo, mas meus filhos estão. Minha filha e meu filho (Lola e Rocco) são agora minha equipe de “artes e repertório”. Eles estão constantemente tocando músicas novas em casa, no carro, e eu pergunto: “Quem é esse? Quem é aquele? Quem fez isso?”. Eles me mostram coisas novas o tempo todo. E eu também ouço música constantemente, é uma combinação. Consigo me cercar de pessoas que apresentam coisas para mim, me mantêm em contato, em sintonia. Eu me sinto conectada à cultura de rua, cultura pop, cultura underground, como sempre estive.”

Agradecimentos a Raphael Pechir pela tradução <3

madonna Rebel Heart cover

 



Postado por | 22.12.14

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Mais uma entrevista exclusiva que Madonna deu nesse final de semana para a divulgação do álbum Rebel Reart, dessa vez para a Billboard. Ela conta mais curiosidades do processo criativo, como não ser Alicia Keys cantando em Living for Love, mais sobre os produtores e que poderá fazer uma apresentação no Grammy, em fevereiro.

Como você está?
Estou bem, estou bem. Não durmo há uma semana, mas estou bem.

Só posso imaginar essa semana que você teve.
Pois é. Tem sido algumas semanas bem intensas.

Você está bem agora? Por tudo o que aconteceu?
Sim, bem, sabe, eu não estou feliz que as demos inacabadas estão por aí no mundo para as pessoas ouvirem, julgarem, etc. Mas uma vez que isso aconteceu, temos que ultrapassar: Tentando descobrir de onde esses vazamentos vieram e depois tentar combater isso colocando as versões finalizadas para que as pessoas foquem nisso do que nas que demos que nunca deveriam ser ouvidas. Por isso não dá pra dormir.

Em algum momento você diria “Bitch, I’m Madonna isso não pode estar acontecendo comigo”?
Não, eu diria: “Merda, essa é a era que estamos vivendo”. É louco. Veja o que está acontecendo com a Sony Pictures. É apenas a era que vivemos. Tempo louco. A internet é construtiva e útil em unir as pessoas e isso está sendo perigoso e feriando alguma delas. É uma faca de dois gumes.

Desde que você disse que foi roubada, como isso alterou o seu dia a dia no trabalho?
Bom, não colocamos mais o material em servidores. Tudo o que trabalhamos, se usa-se computadores, não estão conectados na internet, ficamos sem WiFi, não trabalhamos onde alguém possa ter acesso as informações. As HDs são para serem carregadas, levamos de um lado para outro. Quando tem sessões de fotos ou gravação de vídeo, todos tem que deixar o celular do lado de fora. Infelizmente, é chato, mas é a maneira que tem que ser. É assim que os vazamentos acontecem. Eu adoraria ir tirar fotos novas e tocar a minha música alta, dançar e celebrar, mas eu não posso.

Você é meticulosa com seus projetos e lançamentos, como será agora? Foi do tipo “Ok, vamos começar a promoção do single agora!”.
Bom, isso tudo ultrapassou nossos planos. Temos agora que pensar além. Eu não queria colocar meu álbum assim dessa maneira. Eu queria ter planejado tudo com antecedência. Lançar o single, gravar o clipe, começar as entrevistas. Me preparar para o lançamento do álbum todo e ter tudo bonitinho planejado. Eu sou assim e acho que é a melhor maneira de se fazer. Mas dessa vez não tivemos escolha.

Mas ainda terá um clipe?
Claro! Eu vou fazer tudo o que tinha planejado. Só que agora as pessoas estão ouvindo antes as seis canções finalizadas.

O lançamento foi uma grande surpresa. Você foi capaz de pegar um monte de limões que haviam sido jogados em você, e tirou uma gota de limão ou limonada.
Sim, isso é um clichê estúpido que eu e meu empresário Guy Oseary usamos. Temos limão, façamos limonadas!

Você pensou nesse lançamento como um EP e depois lançar um outro EP? Ou você quer que essas canções façam arte de um único trabalho?
Originalmente eu queria todas as canções juntas. Eu tenho muitas canções e na verdade, a razão que batizei o álbum de Rebel Heart é porque eu sinto que explorei dois lados distintos da minha personalidade. A rebeldia, meu lado renegado, e o lado romântico. Na minha mente é como se eu quisesse fazer dois álbuns em um. Essa era a ideia original. Mas quando as demos vazaram eu não pude mais seguir essa linha, então lancei essas seis canções e depois eu acho que outras vão sair na época do Grammy. E o restante pra finalizar, sai em março, e aí teremos o meu lado rebelde e romântico todos unidos.

Você falou em Grammy. Já estou imaginando você lá apresentando Living For Love com vários convidados. Seria maravilhoso.
Mmmmm, isso seria maravilhoso. Possivelmente é algo que irá acontecer! (risos)

Possivelmente?
Sim, possivelmente.

Vamos falar do primeiro singe, Living for Love. Diplo foi capa da Billboard meses atrás e disse que essa canção teve umas vinte versões. É verdade?
Humm (longa pausa), Vinte é um pouco demais, mas definitivamente foram mais de 10. Um monte de versões diferentes. Nós sabíamos que queríamos uma faixa dance. Mas sabe, tem tantos níveis diferentes de dance music mesmo dentro da house music. Então, qual seria o grave? Mais esparso, mais forte? Estilo Chicago ou do Reino Unido? Só uma linha de vocais? Com coral cantando? Então experimentamos e tentamos coisas diferentes. Todas soaram muito boas, mas no fim queríamos algo também atemporal, não apenas para o momento.

O produtor MNEK está nessa faixa também?
Nós fizemos uma versão com o MNEK cantando. A canção original, quando começamos a escrever, era com uma cantora que Diplo sempre trabalha que soa como MNEK. Mas haverão remix com a voz do MNEK, mas essa versão oficial que divulgamos ele não participa. Tem uma voz feminina na faixa que chama-se Annie que canta no Coral da Comunidade Gospel de Londres. E a propósito, eu sou uma grande fã do MNEK.

Eu achei que fosse a Alicia Keys cantando na canção com você.
Ah não, Alicia Keys não canta, apenas toca piano. A voz feminina é da Annie. Há versões de Living for Love com MNEK cantando mas será lançada mais pra frente, não agora.

É uma mistura da soul music com a house music.
É como o velho eu com o novo todos misturados juntos.

Ghosttown é uma canção bela, evocativa e uma letra linda. Você a escreveu com Evan Bogart, Sean Douglas and Jason Evigan? Como ela surgiu?
Meu time e eu estávamos todos juntos. Eles tocavam os acordes e pensávamos sobre algo. Quando eu escrevo com parceiros, sempre tentamos ter em mente um tema. Sobre o que queremos escrever? E essa é uma sobre a cidade depois do Armageddon. A cidade destruída, prédios desmoronando, a fumaça que ainda existe depois do incêndio. Sabe o que quero dizer? Há apenas poucas pessoas. Como pegamos essas peças e vamos além com isso? Um tanto quanto dramático (risos). Mas não totalmente impossível nessa fase do jogo.

Temos que ser realistas pois você sabe que todos nós poderemos estar juntos numa cidade fantasma.
Exato. É preciso ser realista e estar preparado para tudo. E todos nós estaremos na nossa versão de Ghosttown ou em uma versão de Ghosttown, e no final, só nos restará um ao outro. Isso é o que realmente a canção fala.

E sobre Unapologetic Bitch, alguém já lhe chamou assim?
Não, nunca ouvi ninguém se referir a mim assim. Lembro q no início da minha carreira quando as minhas fotos saíram na Playboy e todos acharam que eu ia morrer envergonhada e eu apenas disse, “Eu não tenho vergonha. Não tenho nada para esconder e, não me desculpo de nada.” A música é a minha versão de Je Ne Regrette Rien da Piaff.

Você trabalhou com muitas pessoas nesse álbum. Temos acompanhado em seu Instagram.
É, uma cambada.

Muitos de seus álbuns tende a ser produzido e escrito por um grupo. É diferente quando se tem tanta gente envolvida?
Sim, muito difícil. Muito, muito, muito, muito, muito difícil. É extremamente desafiante para mim trabalhar com um monte de DJs jovens que nunca permaneceram numa cidade por mais de cinco dias. Por isso nunca conseguíamos finalizar algumas coisas. Ou quando eu começava a trabalhar com um grupo ou trabalhar com alguma outra pessoa e alguém tinha que viajar e oura pessoa chegava. É um jeito caótico de trabalhar. Você tem um monte de ideias mas gera muita confusão. Foi um desafio manter a coesão com o som e a direção do álbum com pessoas indo e voltando numa porta giratória de criatividade. Eu era como um bedel com uma prancheta dando as direções. (risos). Tipo um professor na sala de aula.

Diplo está envolvido no álbum, ele também é o produtor executivo? Ele trabalhou em mais de três faixas?
Não, não é. Nós fizemos mais de três músicas. Eu não diria que é o produtor executivo mas ele teve uma presença forte ali. Fizemos um monte de músicas. Ele ouviu as outras faixas e deu a opinião do que gostava ou não, mas não chamaria de produtor executivo. Ele é um DJ fodão que tem ótimas ideias.

Agora você já terminou se escrever e gravar o álbum?
Humm, eu já escrevi. E quase terminei de gravar. Está quase pronto. Tem apenas alguns ajustes a fazer. Mas primeiro eu tive que lançar essas seis canções antes.

O álbum Rebel Heart está disponível para pré-venda no iTunes e ao comprar ganha-se as seis faixas. Clique aqui para ter o seu!

madonna Rebel Heart cover

 

 



Postado por | 22.12.14

novidade

O fotógrafo Mert Alas divulgou mais uma foto da era Rebel Heart em seu Instagram. Foto dele e Marcus e direção de arte de Giovanni Bianco.

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Postado por | 22.12.14

tags:  rebel heart  
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O site da revista Rolling Stone publicou hoje uma entrevista exclusiva com Madonna. Confira abaixo a tradução:

“No último ano Madonna passou atualizar seus fãs sobre o progresso de seu 13º álbum através de posts no Instagram com os seus colaboradores (Nicki Minaj, Avicii, Diplo) e inspirações (crianças no Malaui, Miley Cyrus, placas dizendo “eu preciso de mais dinheiro, mais poder e menos merda das pessoas”). Mas na última semana seu processo criativo foi interrompido pelo vazamento de 13 canções que ela disse estarem inacabadas. Diante de uma potencial calamidade, seu time teve uma rápida decisão: finalizar e lançar imediatamente seis canções  no iTunes e divulgar a data de lançamento de seu álbum, entitulado Rebel Heart, para Março/2015.

Um dia após as faixas estarem no iTunes, Madonna foi Número 1 em 41 países – em todos os lugares, dos Estado Unidos a Israel, da Rússia a Filipinas. E ela deu a primeira entrevista sobre esse lançamento surpresa à Rolling Stone”

É certo dizer que você esteve muito ocupada nesses dias?
Oh meu Deus, tão ocupada! Vamos falar de algo bom!

O álbum está focado em dois temas: ouvir o seu coração e ser rebelde. Quando você se sentou para escrever, você já estava guiada por essa ideias antes de qualquer plano musical?
Eu nunca sento e conscientemente penso que quero escrever sobre um tema. A música me leva às ideias e para onde eu quero ir emocionalmente. Quando eu comecei, estava escrevendo com o Avicii e seu time e foram separados em dois grupos. Um deles tinha mais proximidade para escrever com as batidas, sonoramente falando, e o outro time escolheu uma pegada mais obscura. A música me leva, e gosto de me perder no seu som e isso que cria um tipo de gosto emocional. Eu achei que fosse olhar para trás das minhas músicas e testemunhar o que havia escrito, pois eu estava vindo de dois lugares muito distintos. Isso acontece organicamente, não é planejado e fico observando “Oh, esses são os meus dois lados muito fortes que eu preciso expressar”.

Então as decisões sobre em quem você confia para lhe guiar musicalmente são claramente bastante cruciais.
Sim. E às vezes na fase da composição, elas são as pessoas com quem eu me sinto conectada, como ser humana, e sinto que me entendem como uma compositora e pessoa, então é mais fácil para escrever. Para escrever música, você precisa estar vulnerável, não pode ter medo de se expressar e dividir ideias. É quase como escrever em seu diário na frente de alguém e ler em voz alta. Algumas pessoas me fazem ficar confortável e me sinto conectadas com elas, e outras pessoas parecem um pouco estranhas para mim. É um exercício, jogar minhas ideias na sala e deixá-las fluírem, mesmo que não me sinta tão conectadas com alguém.

Living for Love é uma triunfante canção sobre separação.
É uma canção de separação (risos).

Mas não é uma canção triste sobre separação.
A questão é, muitas pessoas escrevem sobre estarem apaixonadas e felizes ou escrevem sobre um coração despedaçado e estar inconsolável. Mas ninguém escreve sobre ter o coração partido e estar esperançoso e triunfante depois disso. Então pensei, como posso fazer isso? Não queria compartilhar um sentimento sendo uma vítima. Esse cenário me deixa devastada mas me faz ficar mais forte.

A canção casa com um clássico house com algum toque sintético do Diplo. Você o encorajou a ir um pouco além?
Oh, eu não preciso encorajar o Diplo a ir além pra nada. De fato, tive que falar algumas vezes pra ele ficar mais calmo. Ele é meio elétrico às vezes. Acho que Living for Love é uma de suas produções mais maduras.

Devil Pray corre o risco de ser mal interpretada por ser uma canção encorajando ou condenando as drogas, mas é mais sobre a busca da espiritualidade, certo?
Eu não acho que quando as pessoas experimentam drogas estão conscientemente falando pra si mesmas que querem estar perto de Deus. Acho que é algo mais primitivo, uma coisa mais inexplicável que acontece onde eu acho que as pessoas se sentem quando estão lá longe e se conectam com o universo e apreciam coisas ou vêem detalhes que de oura maneira poderia ter perdido, ou sentindo algum tipo de alegria eufórica. No fim das contas esses sentimentos nunca acabam pois as drogas desgastam e em seguida há o efeito colateral. Sempre que você faz se sentir eufórico sinteticamente, acaba sendo ruim. E certamente não estou julgando pessoas que usam drogas ou dizendo “não use drogas”, porém, estou dizendo que você pode ter todas essas coisas para se conectar num outro nível, mas no final você estará perdido. Pessoas que querem sempre ficar assim estão insistivamente também tentando um outro nível mais alto de consciência, mas fazem isso de uma forma que não vai sustentá-los.

Há também uma mensagem de buscar a espiritualidade através da união e não estar isolado.
Sim, e essa é outra mensagem sutil da canção, e você tem mesmo que prestar atenção na letra e espero que as pessoas façam isso ao longo do tempo. A maneira como estamos mudando o mundo, ou a maneira que estamos indo em busca da alegria é através da unidade. Eu certamente não estou incentivando um comportamento religioso; quando digo que estão pensando num tipo de religião, eu acho que pensam sobre regras, dogmas e leis que separam. Quando eu digo espiritualidade, quero que entendam que estamos todos juntos, somos todos um. Temos que achar uma maneira de sentir alegria e trazermos juntos essa alegria para o mundo. E que no fim das contas isso é com consciência, não com drogas.

Estamos num momento crítico, um tempo assustador e estranho, que não parece muito distante do mundo em Ghosttown.
Sim, nós estamos e essa canção é uma espécie de olhar para o mundo de um jeito, vendo o colapso da civilização em torno de nós, por falta de uma palavra melhor. E no final, se não tivermos petróleo, eletricidade, telefones, computadores e todas essas conveniências modernas, teremos apenas uns aos outros, o ser humano. E essa canção é sobre reconhecermos isso.

E ainda é uma canção reconfortante, não é uma canção assustadora ou que transmite medo.
Não. Mais uma vez, esperançosa. Olhar para essa destruição e ver esperança. E é sobre isso que muitas das minhas canções nesse álbum falam.

Se Living for Love é uma canção de separação, Unapologetic Bitch é a “foda-se”.
Sim! (risos). É do tipo, foda-se, quero me divertir. Você acha que vai arruinar minha vida e que tudo acabou pra mim, mas quer saber? Não é. A vida continua…

Diplo que produziu a canção e tem um papel interessante na música hoje, viajando o mundo coletando diferentes sons, ajudando outras culturas para dar sentido a elas. Como vocês se relacionam?
Sabe quando você encontra alguém, trabalha juntos e percebe que os dois olham para a vida mesma maneira? Eu sou uma dessas pessoas, eu viajo o mundo também, me desenvolvo em outras culturas, e absorvo e vejo beleza em outras culturas por diferentes perspectivas, através da arte, literatura, da música, e a referência disso tudo me inspira no meu trabalho. E u acho que Diplo também tem isso. Nos reconhecemos como parentes de espírito. Quando nos encontramos, ele não sabia desse meu lado e eu não sabia desse lado dele, e não teve esse papo, foi mais algo do tipo “ei, viu isso?, ouve essa faixa. Gosta disso?”. Cada um mostrando a música que adora e reconhecendo que gostamos de um monte de coisas e depois começamos a trabalhar.

Como veio a ideia de trabalhar Illuminati com Kanye West?
Foi uma canção que escrevi em março ou abril. As pessoas estão sempre usando essa palavra illuminati mas sempre se referem da maneira errada. Até me acusam de ser membro do Illuminati e acho que hoje em dia na cultura pop iluminati é percebido como um grupo poderoso, de pessoas bem sucedidas que trabalham nos bastidores para controlar o universo. E me acusavam de ser membro disso, então eu esperei e fui saber qual era o real significado.

Você pesquisa no Google essas coisas? Pois é muito divertido.
Sim. Mas a questão é, eu sei quem são os verdadeiros Illuminati e sei de onde essa palavra veio. É um grupo de cientistas, artistas, filósofos, escritores, que surgiu como sendo a Era do Iluminismo, após a Idade das Trevas, quando não havia escrita, arte, criatividade, espiritualidade, e a vida era realmente bem parada. E depois disso, tudo floresceu. Por isso tivemos pessoas como Shakespeare, Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Isaac Newton, e todas estas grandes mentes e grandes pensadores foram chamados de Illuminati.

Porque eles estavam iluminando a consciência.
Sim, para ir na raíz da palavra, eles eram pessoas iluminadas. Não tinha nada a ver com dinheiro e poder. Claro que eles eram poderosos pois influenciavam pessoas. Mas seu objetivo era inspirar e iluminar. Então quando se referem a mim como membro do Illuminti, apenas tenho que agradecer. Obrigado por me colocar nessa categoria. Mas antes de agradecer, eu sinto como tivesse que escrever uma canção sobre o que os Illuminatis eram e não o que não eram. Quando mostrei minhas faixas demos pro Kanye, essa musica ressoou pra ele. Ele amou a melodia e já foi direto pra mesa de som. Ele literalmente ficou em cima da mesa de som, ficamos preocupados dele bater a cabeça no teto, mas não aconteceu. Ele estava muito ansioso com a música e acrescentou o seu toque musical e eu amei. Pra mim ele elevou a letra com a música. É como uma sirene alertando as pessoas.

Quando você trabalhou com Nicki Minaj em Bitch I’m Madonna, você a orientou ou ela fez o que queria?
Sempre que nós trabalhamos juntas ela sempre senta comigo e ouve a canção e diz “me explica o que é essa canção pra você”. Ela é muito metódica nos pensamentos. Nós conversamos, e descrevo sobre o que significa e o sentimento que gostaria e ela vai embora e trabalha nisso. Escreve e volta, faz uma versão, conversamos, alteramos. É uma colaboração total.

Você disse que cada canção desse álbum foi feita sem produção, para poder deixá-las mais acústicas e ainda poder trabalhar por cima. Foi algo que já tinha pensado nos álbuns anteriores?
Não. Muitas vezes eu pensava apenas na sonoridade, se eu queria um material dance ou uma balada. Dessa vez foi diferente, eu pensei – e isso tudo foi parte do meu Armageddon, pensando agora – o mundo está mudando e pra mim é como o que isso significou no final do dia? Tudo se resumiu a essas canções.

Se você estivesse sozinha no fim do mundo, você poderia assim apenas mostrar essas canções?
Sim. Se for só eu e o violão, ainda poderia mostrá-las? Em todas as canções eu precisava deixá-las mais simples e ser capaz de transmitir o que quero dizer apenas com minha voz e violão.

Você já começou a pensar na reinvencão dessas canções para uma turnê?
Estou pensando sobre isso. Mas agora esse lançamento no iTunes foi como uma corrida de 50 metros.

As canções foram #1 em 41 países – pra você se sentir bem. E demonstra que os verdadeiros fãs ainda estão dispostos a pagar pela música.
Sim, eles são extremamente leais e eu sou muito grata por isso.

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Postado por | 21.12.14

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