Madonna fala de Adele, Whitney Houston, M.I.A, nova turnê e sobre se aposentar

O tablóide The Sun publicou a segunda parte da entrevista exclusiva que fez com Madonna.

Sobre Karl Lagerfeld chamar Adele de gorda
“Foi horrível. Uma das coisas mais ridículas que já ouvi. Eu não gosto quando alguém fala mal de ninguém. Adele é um enorme talento e o quanto ela pesa não tem nada a ver com isso.
O que Adele deve se lembrar no final das contas é que se você está em ascensão ou fracassa isso está muito ligado em como você sustenta e mantém sua integridade ou força interior.|Sobre quem lhe cerca, amigos e pessoas que realmente se importam com você e se preocupam com seu bem-estar sem que seja uma superstar. Essa é a coisa mais importante.”

Sobre a morte de Whitney Houston
“Eu, provavelmente como todo mundo, fui atingida por um sentimento de descrença, especialmente pela Whitney. Não era um segredo, as lutas que Amy Winehouse também passou. Ambas brilhantes artistas mas, obviamente, com enormes prejuízos. Sempre quando essas coisas acontecem, fico chocada e a primeira coisa que vem na mente é “Que perda!”. E aí começa-se a se questionar “Como é que isso aconteceu?” “Como as pessoas ao redor permitiram que chegasse a esse ponto?
Se você pensar, já perdemos tantos maravilhosos artistas. A história apenas se repete, cada vez mais. Eu me lembro que a Whitney saiu ao estrelato na mesma época que eu, no início dos Anos 80. Me lembro dela cantando e ouvindo as pessoas comentando sobre ela e pensava “Oh meu Deus, é uma mulher linda e com uma voz inacreditável. Eu gostaria de cantar assim.” Me lembrei de ser extremamente invejosa e tocada pela sua inocência. Assisti a um documentário do compositor francês Serge Gainsbourg e ele esteve num talk show na época em que Whitney estava começando. Foi interessante pois assisti uma semana antes dela morrer. E ele estava fazendo tipo um jogo em rede nacional e falando em francês que queria transar com ela, e Whitney em estado de choque. Quero dizer, ela era tão inocente e tão nova, tão bela e ficou tão sem jeito. E fiquei pensando, nós somos tão inocentes no palco ao longo da vida. É interessante os caminhos que nossas vidas tomam. Fiquei impressionada como ela começou bem e terminou a vida numa tragédia.

Sobre a M.I.A. mostrar o dedo do meio na apresentação do Super Bowl
“Bem, estávamos no território do futebol americano. Era um solo sagrado e acho que é um evento muito importante e bem visto. Foi aceito por todos que a performance seria politicamente correta. Acho que a NFL estava mais preocupada em mim do que em qualquer outra pessoa, achando que eu fosse fazer algo provocativo ou cheio de loucuras. E não tinha a menor intenção de fazer algo para chocar ninguém ali. Eu estava trabalhando tão pesado nesse show pra ter que pensar em algo que fosse irritar as pessoas. Me deram um bom tempo para ensaiar e como criar algo criativo para o show. Senti que devia retribuir tudo o que apostaram. Mas sobre isso, fiquei triste pois sei que tem pessoas que não gostaram. E eu não queria fazer isso, não queria colocar ninguém nessa situacão pois eles me deram tudo o que eu quis. Mas por outro lado, eu não sabia o que a MIA tinha feito e todos ficaram indignados e aí fui ver o vídeo e pensei “ah, tudo bem vai”. Não parecia ser uma grande coisa. Mas sabe, isso é coisa dela, de ser meio punk, rock e na verdade, analisando amplamente, muitas coisas loucas aconteceram.”

A nova turnê
“Hum, eu espero que alguém mostre o dedo do meio no meu show! Mas não será eu pois já fiz isso
tantas vezes. Espero que eu tenha boas idéias. A parte criativa ainda está crua, comecei os ensaios na semana passada e estou mais focada na música em si por enquanto. Tenho alguma idéias e tenho muito trabalho pela frente. Estou bem ansiosa!”

Em se aposentar….
“Eu amo o que faço. Tenho uma voz, tenho opinião e tenho coisas a dizer. Amo música e amo contar histórias. Então, acho que enquanto eu me sentir assim, vou continuar fazendo o que faço.”

Confira a primeira parte da entrevista.