O único erro da Madonna é que ela ainda esta viva

Um artigo sobre Madonna publicado no Huffington Post traduz o sentimento de todo fã. Confira. Texto de Kosta Petrov, tradução de Marcus Ferreira Vferre.

O único erro da Madonna é que ela ainda esta viva

Quando a Madonna homenageou Prince no Billboard Music Awards, eu pensei, não há nenhum outro artista mais apropriado para homenagear a arte e a música do tragicamente falecido Prince.

Afinal, a relação próxima de Madonna e Prince é amplamente conhecida e documentada (confira o dueto deles – Love Song, no seu álbum “Like a Prayer”) e sejamos honestos, ela é a única artista da “Era Prince” que ainda tem a capacidade de lotar estádios e lançar hits (sua mais recente turnê, a Rebel Heart Tour, ultrapassou a marca de 170 milhões de dólares de faturamento, fazendo dela a artista solo com a turnê de maior arrecadação na história, e seu último álbum atingiu o número um no mundo todo após seu lançamento no ano passado).

Então, afinal de contas o que deu errado na homenagem de Madonna? Ou eu deveria dizer, porque o mundo todo se tornou tão “anti-Madonna”?

Minha sincera resposta: o mundo simplesmente não consegue aceitar o fato de que Madonna, um ícone e lenda da música ainda está viva. Mas não só isso! Ela, com seus 57 anos de idade ainda está melhor do que garotas que tem a metade de sua idade. Além disso, ela ainda canta melhor do que as mais atuais “Barbie Pop Stars” de sucessos fabricados. Sim, ela pode não estar mais atingindo o Top 10 como no começo de sua carreira, mas as pessoas ainda pagam fortunas para vê-la e o fato de que seu mais recente álbum, vazado 3 meses antes do seu lançamento, ainda conseguiu se tornar número um mundialmente, diz muito sobre a mulher que muitos chamam de “irrelevante”.

Se Madonna (que Deus me livre) morresse amanhã, todos os haters iriam postar seus clipes no Facebook, comprar seus álbuns e chamá-la de gênio e de verdadeira revolucionária. Seu nome estaria nos Trending Topics do Twitter (não por causa de ataques de ódio, mas por glorificação e elogios) e eu estou certo de que as rádios iriam tocar suas músicas sem parar (diferente do que acontece hoje). Todos diriam que ela mudou o mundo, abriu o caminho para as mulheres no mundo todo, lutou pela revolução sexual e permaneceu firme em suas crenças e ideologias.

O “problema” é: Madonna ainda está viva. Diferente de Michael Jackson, Elvis e até mesmo Prince (desculpem, não quero ofender nenhum fã), ela não é usuária de nenhum tipo de droga, não é viciada em nenhuma substância, é mais saudável do que provavelmente 90% da população mundial e o mais importante, ela não parece querer se aposentar. Quero dizer, e porque deveria? Ela é a Madonna!

Então porque nós não damos a ela um descanso e admitimos que sem ela, o mundo da música seria um lugar muito chato? Não vamos esperar até ela partir para dizer que nós temos um verdadeiro ícone revolucionário entre nós. Não vamos repetir o mesmo erro que cometemos com tantos artistas há muito tempo esquecidos e que foram aplaudidos somente depois de suas mortes.

Madonna uma vez disse: “Eu quero ser como Gandhi, Martin Luther King e John Lennon, mas eu quero PERMANECER VIVA.” Para a mídia mundial, o fato de que ela quer permanecer viva parece ser um problema. Infelizmente, nós fomos ensinados a consagrar somente ícones mortos. Talvez Madonna esteja prestes a mudar isso.

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