Álbum Like a Prayer completa 28 anos de lançamento!

Foi no dia 21 de março de 1989, há 28 anos, que Madonna lançava um de seus mais importantes trabalhos até então. Fruto de seu amadurecimento, Like a Prayer a trouxe envolvida em temas sobre religião, família e amor. Um álbum premiado e que resultou numa coleção de hits e com uma turnê que marcou a história da música pop. Celebre conosco essa data histórica!

Se podemos ter alguma certeza em relação à carreira da Madonna é que os melhores momentos vieram sempre com mudanças bruscas, seja no seu visual ou na sua música. Assim sendo, Like a Prayer, quarto álbum de estúdio e aquele que tem presença marcada nas listinhas de melhores da história e dos fãs, representou bem essa constante.

Após três discos muito bem sucedidos comercialmente, seguindo uma fórmula inventada pela própria Madonna de som dançante, pop chiclete e polêmicas dosadas com mudanças de visual que marcaram época, era de se esperar que o novo disco seguisse a mesma linha, mesmo que Madonna fosse taxada de superficial com suas músicas.

Contudo, a vida pessoal de Madonna já não era mais a mesma. O ano de 1988 trouxe muitos questionamentos junto com a separação do seu primeiro marido, Sean Penn: a proximidade dos 30 anos; a família; a morte de sua mãe, e, é claro, a religião católica, tão presente desde sua infância. Madonna já tinha conquistado o mundo, já tinha alcançado o sucesso que tanto batalhou mas acabara de sair de um casamento conturbado, com violência e exposição na mídia. Teve que aprender a lidar com a perda, algo que não era muito do seu costume.

Like a Prayer é o primeiro álbum a mostrar a Madonna madura, que dizia algo com suas músicas. Letras melancólicas, mais profundas e trabalhadas, representaram situações e experiências vividas por Madonna. O disco veio como o primeiro trabalho verdadeiramente conceitual em sua obra musical e deu, pela primeira vez, credibilidade à carreira de Madonna. A transformação da sua vida pessoal passou a ser inspiração para sua arte.

A capa do disco já apresentava mudanças. Ao invés do rosto de Madonna, uma calça jeans surrada, suas mãos e bijuterias, além do perfume Patchouli, que exalava na versão em vinil. O álbum resgata a Madonna dos anos 60/70 em termos de visual e, com memórias daquela época, faz um paralelo entre passado e presente. Nunca a material girl tinha sido tão autobiográfica.

Esse amadurecimento se refletiu também no seu som que destoou mais do pop convencional, flertando com o rock, soul e funk. Ser gente grande nunca soou tão bem!

Foto original da capa:

Like a Prayer, a faixa que abre o álbum homônimo, mistura música gospel com rock. A letra é ambígua e tanto pode se referir ao ato de rezar quanto ao ato sexual. “When you call my name it´s like a little prayer/ I’m down on my knees/ I wanna take you there”. Encontrar a salvação ou atingir um orgasmo? Para Madonna talvez signifique a mesma coisa. Mas é o amor próprio e a boa auto-estima que ela busca, como fica evidente na segunda faixa, Express Yourself, em que as queixas de Sean Penn começam a aparecer. “What you need is a big strong hand to lift you to a higher ground”.

Love Song, a terceira faixa, na verdade não é uma canção de amor. Feita em parceria com Prince no rancho do cantor, a música traz um lamento logo no primeiro verso. “Are you wasting my time?/Are you just being kind?”. Mas se aqui trata-se apenas de uma queixa, a faixa seguinte ganha tons mais fortes e passa dos limites de uma discussão de relação. Till Death Do Us Part retrata a violência que tomou conta do relacionamento entre Madonna e Sean Penn. “He starts to scream, the vases fly”. Explícito assim mesmo, o fim.

É então a vez de Promisse To Try. Aqui Madonna fala de sua mãe. No filme Na Cama com Madonna esta é a música que ilustra uma visita sua ao cemitério onde ela está enterrada, em Detroit. “She’s a faded smile frozen in time”. Madonna precisava exorcisar seu passado, aliviar a garotinha que perdeu a mãe aos 5 anos. Cherish, terceiro single lançado, é a faixa mais alegre do disco. Fala da busca por um relacionamento sério, porém easy. “I want more than just romance”. Seria sobre John John, com que Madonna teve um rápido romance?

Dear Jessie dá sequencia com alguma psicodelia, certamente dos Beatles. “Pink elephants and lemonade/ Dear Jessie hears the laughter/ Running through the love parade”. Qualquer semelhança com “Lucy In The Sky With Diamonds” não é mera coincidência. Mais cheiro de Patchouli. Dear Jessie emenda na melancólica Oh Father, que é o acerto de contas entre Madonna e seu pai, Tony Ciccone. O vídeo dirigido por David Fincher mostra a morte da mãe de uma garotinha e seu relacionamento turbulento com o pai. “Maybe someday/ When I look back I’ll be able to say/ You didn’t mean to be cruel/ Somebody hurt you too”. Só a cabala, anos depois, trouxe essa compreensão.

Keep It Together, último single de Like a Prayer, fala dos irmãos e irmãs de Madonna. E da sua posição de estrela. “I hit the big time but I still get the blues”. Mistura perfeita de pop e soul, ponto alto do disco.

Spanish Eyes e Act of Contrition fecham o álbum e voltam a tocar em questões religiosas. A primeira, embora não tenha sido lançada como single, é uma das músicas de Madonna que sempre tocam nas rádios brasileiras. A música é uma espécie de oração e, não por acaso, tem participação do brasileiro Paulinho da Costa na percussão. Act of Contrition é o mea culpa de Madonna. Após tocar em questões delicadas da religião, ela canta: “Oh Meu Deus, eu sinceramente me arrependo/ Por ter Te ofendido/ E detesto todos os meus pecados”. Isso ao som de guitarras distorcidas, e um coro quase diabólico, como uma sessão se exorcismo, talvez o verdadeiro significado deste álbum.

Para dar inicio a nova revolução, com sonoridade e letras maduras, Madonna mudou radicalmente seu estilo, trocando seus lindos fios dourados por uma cabeleira farta e de cor escura. Roupas mais despojadas e um visual mais atraente, fizeram a cabeça de todos os fãs. Foi durante esta época que o colar de ‘crucifixo’ voltou a ser mania mundial, graças ao clipe da musica “Like A Prayer” que o introduziu na moda.

Garotas de todas as partes do mundo, influenciadas pela época e pela cantora que se mostrava mais rebelde, passaram a copiar seu estilo de forma mais ferrenha, dando um ar de rebeldia na adolescência do final dos anos 80.

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O Álbum chegou ao posto de nº 1 em mais de dez países, vendendo ao redor do mundo mais de 15 milhões de cópias, sendo 4,2 milhões somente nos EUA. Na França o disco chegou a incríveis 600 mil copias, se tornando 2x platina. O disco também fez muito sucesso na Alemanha com mais de 700 mil copias e 3x platina, assim como na Espanha com suas 4 platinas, mas foi no Brasil que as vendas surpreenderam: foram 2 certificações de platina, ou mais de 730 mil cópias do álbum vendidas em solo brasileiro.

O surpreendente também foram as vendas de seus singles, “Like A Prayer” tornou-se um dos singles de maior vendagem de sua carreira mundialmente, depois de levar mais de 4 milhões de pessoas a comprá-lo. Com exceção de ‘Dear Jessie’, lançado somente na Europa, todos os outros singles do álbum ultrapassaram a marca de 1 milhão de copias.

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Em janeiro de 1989, Madonna assina um contrato milionário com a Pepsi para realização de um comercial de 2 minutos para a marca de refrigerantes com “Like a Prayer” como música tema, e ainda patrocínio para a próxima turnê da cantora. Acordo melhor impossível, afinal a estrategista Madonna apareceria em diversos canais de televisão a todo tempo com a música principal do álbum como pano de fundo.

Na transmissão do Grammy daquele ano, a Pepsi exibe um teaser para o comercial oficial que seria exibido no dia seguinte, 2 de março. Quando estreou, 250 milhões de pessoas ao redor do mundo assistiriram à grande produção. Ponto para Pepsi que associava sua marca a uma das cantoras de maior expressão.

Mas a alegria da Pepsi durou pouco. O polêmico clipe de “Like a Prayer” estreou dias depois e mostra Madonna com estigmas, beijando um santo negro e ainda dançando em um campo repleto de cruzes em chamas. Pessoas se sentiram ofendidas com tais imagens e ameaçaram boicote à Pepsi, que parecia apoiar tal investida de Madonna. Sendo assim, a empresa não teve escolha e cancelou a campanha, porém, tudo foi a favor de Madonna: ela já havia recebido mais de 5 milhões de dólares e estava em toda a mídia e tudo passou a ser o fio condutor de divulgação do álbum.

A polêmica com o clipe funcionou tão bem para Madonna que o álbum, na terceira semana após o seu lançamento, já era o primeiro colocado do Hot100 da Billboard, lugar onde permaneceu por mais de um mês.

Abaixo, assista ao teaser e também ao raro comercial da Pepsi:

 

As principais revistas estamparam Madonna durante a fase de “Like a Prayer”:

Um pôster e anúncio em revista do álbum:

Série de seis anúncios publicados na semana antes da Páscoa.

 

Até hoje “Like a Prayer” é visto como um dos melhores álbuns já lançados por Madonna e rendeu 4 novas estatuetas no MTV VMA’s de 1989.

O clipe de “Express Yourself” faturou os prêmios de melhor direção, melhor direção de arte e melhor fotografia. Madonna se apresentou na premiação cantando essa canção (veja mais abaixo).

Como dizem os antigos, a voz do povo é a voz de Deus. Por isso podemos dizer que o polêmico vídeo de “Like a Prayer” deve ter caído nas graças do Todo Poderoso afinal, apesar de não ter levado nada da crítica especializada, foi o vencedor na categoria “Escolha da Audiência”, o qual Madonna recebeu agradecendo a Pepsi pela polêmica. Na mesma edição, ela também foi eleita “Artista da Década.

O álbum ainda garantiu a Madonna o prêmio de melhor cantora no “Internacional Music Awards”.

Com um álbum de sucesso nas prateleiras das lojas, chegou a hora de Madonna mostrar a força dele ao vivo. Quem não se lembra de Madonna no MTV Awards de 1989 e sua memorável apresentação de “Express Yourself”? Em uma performance animada ao lado de suas backing-vocals, Madonna fez uma das melhores apresentações no evento.

O próximo passo da ambiciosa loira e seu “Like a Prayer” era cair na estrada e mostrar o álbum em sua totalidade ao vivo, o que resultou na turnê “Blond Ambition”. A feminista “Express Yourself” foi a escolhida para abrir o show, e como já é tradicional no universo Madonnico, a performance parecia-se muito com a apresentação do MTV Awards só um pouco mais trabalhada. Madonna explora mais a fundo conceitos do feminismo e independência, só que dessa vez vagando mais pelo universo relação homem x mulher, onde a garota passa a ser a parte dominante da relação.

A “Blond Ambition” é considerada por muitos uma turnê revolucionária por conta de seu conceito teatral, com passos meticulosamente estudados, e sua conotação sexual que traz toda a força que o álbum tem ao vivo.

O álbum “Like a Prayer” definitivamente é um marco na carreira de Madonna e até hoje rende ótimos momentos em suas diversas turnês. “Express Yourself” em clima militar foi um dos melhores momentos da “Re-Invention” e “Like a Prayer”, ainda hoje com clima religioso mas seguindo altamente a influência da Cabala, ainda emociona diversos fãs, mostrando que este álbum não foi só mais uma produção pop, mas provavelmente o primeiro passo de Madonna rumo a sua existência mitológica.

 



LIKE A PRAYER
Lançado em 28 de fevereiro de 1989, foi o grande responsável por toda a polêmica envolvendo a marca de refrigerantes Pepsi.

É um dos singles de Madonna que mais vendeu em sua carreira, chegando a cinco milhões de cópias. A capa tradicional do single é um desenho feito pelo irmão de Madonna, Christopher Ciccone que, na época, era um de seus melhores amigos, porém capas diferentes foram utilizadas em diferentes países, incluindo o Brasil, e hoje são itens raros para colecionadores. Foi lançado no Japão como mini-album contendo os diferentes remixes lançados pelo Mundo além de outros três de Express Yourself. Em 1993 foi lançado na Austrália para celebrar a passagem de Madonna com a turnê The Girlie Show.

Nos charts a canção foi um sucesso absoluto. Revezou a primeira e segunda posição ao redor do mundo, atingindo o topo nos dois maiores mercados fonográficos, EUA e Reino Unido, no chart que engloba o continente europeu e também em paradas de países como África do Sul e Israel.

O clássico vídeo dirigido por Mary Lambert mostra o santo negro que toma forma de humano e é beijado por Madonna (que muitos ainda insistem em chamar de Jesus Cristo), cruzes em chamas, choros de sangue e um lindo coral gospel. É um marco na carreira de Madonna e mostra uma mensagem magnífica para aqueles que conseguem olhar para além da polêmica. Madonna testemunha um assassinato e a condenação de um inocente por este ser negro. As imagens e cenas de referências católicas e à seita racista Ku Klux Klan simplesmente tecem o enredo onde Madonna liberta o inocente. Claro, a Igreja, só conseguiu enxergar a polêmica, o que favoreceu ainda mais a promoção do álbum.

A música foi apresentada nas turnês Blond Ambition, Re-Invention, Sticky and Sweet, MDNA Tour e na recente Rebel Heart Tour. Outra apresentação ao vivo foi realizada durante o evento Live 8 e também no programa MTV On Stage & On the Record. O clipe e a canção entraram nas coletâneas Immaculate Collection e Celebration.

Em 2002 ganhou nova produção eurodance do grupo Mad’House e fez grande sucesso, principalmente na Europa, atingindo o primeiro lugar na parada Alemã e terceiro no Reino Unido.


EXPRESS YOURSELF
Lançado dia 9 de maio de 1989, Express Yourself virou um hino na carreira de Madonna e trazia a mensagem de amor-próprio, poder feminino e liberdade de expressão. Sabe aquela frase que vários fãs adoram repetir quando são criticados, até mesmo por ser fã de Madonna? Então, Express Yourself!

Na parada Hot 100 da Billboard alcançou a segunda posição e foi Top 5 nos maiores mercados do planeta como Austrália, Alemanha, Canadá e Reino Unido. Na França, chegou a ser cogitado a possibilidade de não lançá-lo devido ao enorme sucesso que Like a Prayer ainda fazia.

O single teve como B-side a música The Look Of Love do album Who´s That Girl e Cherish. Um remix de Express Yourself entrou como B-side nos singles de Justify My Love e na edição japonesa de Rescue Me.

O vídeo dirigido por David Fincher foi baseado no filme Metropolis de Fritz Lang e também causou polêmica como o sucessor Like a Prayer. Teve um orçamento de US$ 5 milhões que, para época, era o vídeo clipe mais caro da história. Madonna acorrentada numa cama e engatinhando por debaixo de uma mesa para beber leite num prato foi demais para muitas feministas da época que, assim como católicos conservadores com o primeiro clipe do álbum, falharam em entender a mensagem de Madonna, mais uma vez subjetiva e iconográfica.

Para o público e crítica, mais uma vez, foi um grande sucesso. Ganhou três prêmios no VMA de 89 com direito a apresentação ao vivo e até hoje entra em listinhas de melhores clipes como as da MTV, VH1 e da revista Rolling Stone.

A música entrou no set list das turnês Blond Ambition, The Girlie Show, Re-invention e MDNA Tour. O video e a canção podem ser conferidos nas compilações The Immaculate Collection e Celebration.


CHERISH
Lançado dia primeiro de agosto de 89, o terceiro single de Like a Prayer vinha com uma música inédita, Supernatural. Uma das grandes baladas de Madonna, Cherish alcançou o segundo lugar no Hot 100 da Billboard, se tornando o décimo quinto Top 5 consecutivo de Madonna na parada além de seu décimo sétimo Top 10, também consecutivo. Foi Top 3 no Reino Unido e ficou entre o Top 5 em países como Austrália, Itália, Japão e na parada européia. Idolatrada por muitos fãs, a canção fala de um amor verdadeiro e da vontade de Madonna em mantê-lo. Ganhou um clipe muito mais “clean” e simples do que os dois antecessores mas não menos bem feito e esteticamente impecável. Dirigido por Herb Ritts, Madonna aparece toda meiga e sorridente numa praia deserta acompanhada de três sereios e uma criança, brincando com as ondas. Tony Ward, futuro namorado de Madonna aparece nesse clipe.

A música entrou somente no set list da turnê Blond Ambition e nunca mais foi cantada ao vivo. Pode ser conferida nas coletâneas The Immaculate Collection e Celebration assim como o vídeo clipe.


OH FATHER
Quarto single do álbum, Oh Father foi lançado no dia 24 de outubro de 1989. No Reino Unido foi lançado somente em dezembro de 1995, após o lançamento da coletânea Something to Remember.

Foi o primeiro single de Madonna a não entrar no Top 10 da Billboard desde Holiday, ficando em vigésimo e quebrando a seqüência de singles Top 5 e 10 de Madonna nessa parada. Ao redor do Mundo, teve um sucesso bem menor que os singles anteriores. Ao ser lançado no Reino Unido atingiu a posição décima sexta. A versão americana vinha com Spanish Eyes como B-side enquanto a inglesa vinha com Live to Tell ao vivo da turnê Who´s That Gil e Why´s It So Hard do The Girlie Show.

Enquanto a canção parece tratar da relação de Madonna com seu pai, o clipe, dirigido por David Fincher e filmado todo em preto e branco, causou mais uma vez polêmica ao retratar a morte da mãe de Madonna, a relação da cantora com seu pai e seu ex-marido, Sean Penn. De maneira criativa e cinematográfica, mostra imagens e cenas adaptadas de fases da vida de Madonna. Entrou para a lista de Top 100 vídeos da revista Rolling Stone e pode ser encontrado na coletânea de clipes The Immaculate Collection e Celebration.

A canção foi apresentada ao vivo somente na turnê Blond Ambition.


DEAR JESSIE
Lançado dia 10 de dezembro de 1989 somente no Reino Unido, alguns países europeus e Austrália, Dear Jessie é uma canção inspirada na filha de Patrick Leonard, um dos produtores do álbum Like a Prayer, e foi o último lançamento de Madonna na década de 80.

A música alcançou a quinta posição nos charts ingleses e vendeu consideravelmente bem no natal daquele ano, porém teve apenas sucesso modesto nas paradas dos países em que foi lançada. Por não ter tido um lançamento mundial, foi o single de Madonna que menos vendeu desde Gambler. O single vinha com Till Death Do Us Part ou versão extendida de Holiday como B-sides.

O vídeo, dirigido por Derek Hayes, foi feito todo em animação onde Madonna aparece somente como um pequena fada. Foi produzido pela Animation City, uma companhia de animação de Londres. Nunca teve lançamento comercial mas pode ser encontrado da coletânea promocional de vídeos She’s Breathless. Madonna nunca cantou essa canção ao vivo.


KEEP IT TOGETHER
Último single de Like a Prayer e primeiro de Madonna da década de 90, foi lançado em 30 de janeiro de 1990 somente na América do Norte, Austrália e Japão. Foi também a última colaboração de Madonna com o produtor Stephen Bray a ser lançada comercialmente.

Nos EUA obteve sucesso maior que seu antecessor, Oh Father, alcançando a oitava posição no Hot 100 da Billboard. O grande sucesso foi na Austrália onde alcançou a primeira posição da parada uma vez que teve seu lançamento conjunto com nada menos do que Vogue. No Japão foi lançado um mini-album com todos os remixes da música e a versão extendida de Cherish.

A música fala sobre a importância da família para a estabilidade de Madonna e conta sobre sua ascensão a fama e como a conexão familiar, apesar de tudo, permanece. Contém elementos de funk e soul no melhor estilo Sly and the Family Stone.

Nenhum clipe da canção foi produzido mas algumas emissoras de música passaram a transmitir a performance da turnê Blond Ambition, que continha referências ao livro Laranja Mecânica na sua montagem. Essa foi a única apresentação ao vivo de Keep It Together feita por Madonna.

 


 

No aniversário de 25 anos do álbum, Madonna postou uma homenagem ao álbum em seu Instagram/Facebook: “25 Anos depois e eu ainda estou rezando!#revolutionoflove #artforfreedom #rebelheart” 

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CRÉDITOS: Guilherme Scarpa, Hugo Corradi, Mário La Torre Filho, Marcelo Teixeira e Rafael Augustto