Revista 'Icon' - 2002

Em "Up For Grabs" você faz o papel de uma negociante de arte muito esperta e ambiciosa, que está de olho na grana que pode ganhar com uma das obras de arte de Jackson Pollock. Como você se sente pessoalmente sobre a arte de Pollock?
Ironicamente, eu não sou uma grande fã de expressionismo abstrato. Mas ele parecia como um homem interessante.

Você viu o filme "Pollock"?
Sim e amei.

Quais são seus três pintores favoritos?

Bacon, Frida Kahlo e Egron Schiele.

O teatro ama Madonna... e Madonna ama o teatro? Você varia seu desempenho a cada noite?

Eu amo o teatro e me sinto muito bem atuando. E sim, eu vario meu desempenho a cada noite. Isso é o bom de se fazer teatro.

Como você se prepara mentalmente antes de pisar no palco?
Eu rezo, eu medito, eu escuto música e tento me pôr no lugar de meu personagem.

Você tem algum plano de se apresentar em Nova Iorque com "Up For Grabs" ou então fazer uma versão da peça para o cinema?
Não.

Você se importa com o que os críticos dizem?

Não.

Como seu é seu guarda roupa no teatro?

Antes era uma merda, aí pedi que pintassem e colocassem carpete. Ficou limpo, simples e pequeno, com muitas fotos de minhas crianças decorando as paredes.

Que canções você canta para seus filhos?
Canções tolas que eu componho.

Como surgiu a idéia de fazerem um remake de "Swept Away"? Você era fã do original?
Eu era uma grande fã do original e um amigo em comum entre eu e Guy sugeriu que fizéssemos o remake juntos.

Foi mais difícil interpretar a socialite dura e mal educada ou a menina vulnerável que foi parar numa ilha deserta sendo dependente de um homem?
Foi muito mais dificil fazer a mulher dura.

Foi difícil fazer um filme dirigido pelo seu marido?
Era um desafio delicioso... Difícil e recompensador, tudo de uma vez.

Como você lida com diferenças criativas de Guy?
Eu falo que não farei o jantar e se ele não concordar comigo, ele me dá um golpe. Ele ganha. Então eu faço bico e ele cede.

Fale-nos sobre a canção que você escreveu para "Die Another Day".
É "funky" e vai arrasar!

Você ainda pensa da mesma forma que pensava, politicamente falando, quando fez o discurso em Los Angeles após o atentado no dia 11 de setembro?

Minhas visões pessoais e políticas mudaram muito desde o atentado em setembro. Mas não mudei só por causa deste incidente. Estudar a Kabbalah e tentar entender meu lugar no mundo influenciou meu ponto de vista de vida pra sempre.

O que você tem a dizer sobre George Bush?
Nada a declarar.

E sobre Tony Blair?
Ele parece um cara legal.

Em sua opinião, quais as qualidades de um grande líder?

1. ele tem que ver o mundo como um todo.
2. não pode deixar o ego influenciar suas decisões.
3. precisa ter compaixão.

Espiritualmente falando, você parece ser hoje mais centrada. A que você atribui isso?
Eu trabalho muito a minha espiritualidade. É uma luta constante mas vale a pena. Estudar a Kabbalah, estar apaixonada, ter uma família e prestar atenção para o mundo ao redor de mim me ajudou imensamente a ser mais centrada.

Quantos computadores vocês têm em casa? Com que freqüência você os utiliza?

Há oito computadores lá em casa. E eu estou em pelo menos um deles todo dia por algumas horas.

Qual seu doce favorito?
Red Licorice.

Qual seu momento preferido do dia?
O pôr-do-sol.

Quem é seu herói?
Minha irmã.

Qual seu lema?
As únicas limitações que temos são aquelas que nos impomos.