O USA Today publicou uma entrevista interessante com a Rainha do Pop na qual ela trata de muitos assuntos interessantes.

  • Sobre sua queda:
    "Eu me sinto bem" - diz ela - "Mas então eu tento me exercitar ou fazer algo, e eu percebo que meus ossos não estão completamente juntos ainda".


  • Sobre o doc:
    "É como possuir um diário, mas é visual", diz Madonna, cujos projetos recentes incluíram um quinto livro para crianças, Lotsa de Casha, e uma linha de roupas para crianças inspirada pela "muito opinativa" Lourdes. "Mas eu nunca pretendi lançar o doc ao mesmo tempo que meu disco. Levou-me o dobro do tempo que eu esperava para editar.


  • Sobre Confessions on a Dancefloor:
    "É por isso que eu o chamei de Confessions on a Dancefloor." Madonna explica: "A maior parte das pessoas acham que dance music é a mesma coisa que algo bobo e superficial, é só para se divertir. Isso é bom, mas eu não posso escrever 12 músicas sobre nada. Meus sentimentos ou pontos de vista inevitavelmente aparecem.


  • Sobre a vida:
    "Estou constantemente tentando compreender qual é o meu lugar no mundo", diz ela. "Essa busca foi obviamente instigada pelo nascimento de minha filha. No meu filme, eu falo sobre como acordei um dia e pensei: Meu Deus, estou prestes a ter um bebê; como vou ensinar a minha filha qual é o sentido da vida quando eu não conheço a mim mesma? Se ela perguntar quem ela é e quem é Deus ou por que as pessoas estão sofrendo, quero ter as respostas. E eu quero fazer essas perguntas também".


  • Sobre a controvérsia de Isaac:
    "O álbum ainda nem saiu, então como poderiam estudiosos judeus em Israel saber do que se trata minha música? Eu não sei o suficiente sobre Isaac Luria para escrever uma música, embora eu tenha aprendido um pouco em meus estudos. Mas eu nunca soube que é blasfemo qualquer pessoa mencionar os nomes de guias espirituais. Isso é só uma organização religiosa alegando posse de algo. Isto é nossa informação; você não é judia e você não pode saber disso", ou, "Você é mulher e você não pode saber disso. Isso é pensamento religioso. Isaac na verdade recebeu o mesmo nome de Yitzhak Sinwani, um cantor iemenita que aparece na faixa".


  • Sobre espiritualidade:
    "Gosto de fazer uma linha entre religião e espiritualidade. Para mim, a idéia de Deus, ou a idéia de espírito, não tem nada a ver com religião. Religião é sobre separar pessoas, eu não penso que essa foi algum dia a intenção de Deus. Isso é só a necessidade das pessoas de pertencerem a um grupo e se sentirem bem a respeito de si mesmas. Quase todas as guerras que um dia já foram iniciadas, foram iniciadas em nome de Deus. É assim, "Eu pertenço a este grupo, meu grupo é melhor que seu grupo, então se você não estiver neste grupo, vamos matá-lo. Para mim, pensamento religioso é sinônimo de tribalismo. Você não está pensando por você mesmo; você está fazendo coisas porque outra pessoa fez, ou é como sua família te ensinou a se comportar e pensar. Por eu estudar Cabala, meus filhos são expostos a ela. Nós vamos (assistir) a uma leitura da Torah toda manhã de sábado. E minha filha vai a aulas de espiritualidade para crianças. Mas é não-denominacional; há crianças que são muçulmanas, judias, cristãs, ateus, ou o que seja".


  • Sobre dançar:
    "Eu não comecei até completar 12 anos, o que no mundo do balé é tarde, e eu mudei do balé para dança moderna e jazz. Lourdes tem mais corpo de bailarina, com estes lindos pés de bailarina. Nada de lições para o meu filho, no entanto. O estilo dele é algo de street. Se eu pedir para ele dançar para mim, ele nunca o fará, mas se há música tocando na sala de jogos, ele vai dançar sem ajuda de ninguém. Ele adora R&B e hip hop, e ele dança desse jeito. É muito engraçado. Eu não sei onde ele aprendeu - quer dizer, ela freqüenta o Lycee (Escola Francesa) em Londres. Mas eu acho que coisas como dançar, e para onde você tende musicalmente, são coisas instintivas".


  • Sobre fazer discos:
    "Conforme você vai fazendo discos, todo mundo fica prevendo seu fim", diz ela. "Parece que eles querem que você falhem. Você precisa achar um jeito de ser criativo e ter a liberdade de fazer o que você quer fazer, e ao mesmo tempo estar consciente do que o mercado pede e o que as pessoas gostam. É um caminho estreito para percorrer, e há muita competição".


  • Sobre Gwen Stefani:
    "Ela me copiou, então nós mutuamente concordamos que eu poderia copiá-la. Nós trabalhamos bastante com as mesmas pessoas. Ela se casou com um britânico, ela tem cabelo louro e ela gosta de moda. Mas eu não me importo. Eu acho que ela é graciosa e muito talentosa."


  • Sobre Frida Khalo:
    "O trabalho dela foi muito confidencial, e disse muito sobre o que estava acontecendo na vida dela. Mas você nunca sabia exatamente o que era verdade e o que era falso e o que estava sendo dramatizado demais. Ela estava criando um mito em torno dela. Mas ela utilizou isso como uma ferramenta educacional para ela mesma e, eu acho, para outras pessoas. É assim que penso do meu trabalho. Eu faço auto-retratos. As pessoas me colocam em diferentes categorias: Sou uma garota material, ou uma deusa do sexo, mãe, espiritual. Mas eu amo contradição. Há sempre um mistério, sempre uma outra vida inteira acontecendo".