A colunista do jornal NY Post, Liz Smith - fã declarada e assumida de Madonna - publicou hoje uma entrevista inédita com a musa pop.

Ela, que já há conhece desde quando a encontrou na pré-estréia de "Na Cama com Madonna" (Truth or Dare), sempre consegue fazer ótimas entrevistas e possui toda a confiança de Madonna. "Liz, estou feliz em fazer essa entrevista com você, mas o que mais você precisa saber de mim? Você conhece mais de mim do que eu mesma!!", brincou.

Foi para ela que a popstar confirmou estar grávida de Lola, e diversas outras "coisinhas" secretas que todo mundo adora ler. Madonna só têm elogios à jornalista e hoje respondeu à essa bagatela de perguntas:

L: Está feliz por voltar à New York?
M: Sempre fico feliz de voltar aqui, pois como sempre digo, aqui foi onde tudo começou para mim e considero essa cidade minha casa. Eu não saí de Michigan para ir à Hollywood. Eu vim para NY, onde era o centro do mundo para mim. Minha ligação com essa cidade e pessoas sempre será enorme. Sempre tive muita alegria nessa cidade e o público é fabuloso.

L: Você disse que aqui era o centro do mundo. Não é mais? Prefere a Inglaterra?
M: Inglaterra é o lugar de onde meu marido veio e fiz uma escolha em morar lá com ele. Mas o centro de meu mundo é minha família. Nós viajamos de um lado para o outro e me sinto privilegiada por poder estar sempre nos EUA e Inglaterra.

L: Se a família é seu centro, por que trabalha tanto?
M: Porque eu amo meu trabalho também e tenho muito ainda o que dizer e fazer.

L: Qual a melhor parte de ser mãe?
M: Não ficar pensando em você mesma o tempo todo.

L: E a pior?
M: Não ficar pensando em você mesma o tempo todo.

L: E o casamento?
M: Diane Sawyer uma vez definiu que é uma disputa de generosidade e concordo com isso, mas nessa, às vezes perde-se e ganha-se. Mas continuo no jogo e isso me ensinou o dom de fazer concessões e ser diplomática. Essas duas qualidades me servem bem.

L: A Kabbalah têm ajuda nisso também?
M: Ter uma vida espiritual me força a ser menos egoísta. Não que eu esteja apenas mais serena, me refiro a outras coisas também. Eu ainda possuo um ego enorme e muitas inseguranças mas consigo controlá-las melhor hoje.

L: Você nunca pareceu insegura... quais são suas inseguranças?
M: Haha, não me deixe começar a falar. Nunca me acho suficientemente boa...

L: Por que você continua a provocar tanta controvérsia no seu trabalho?
M: Porque quero que meu público analise. E também quero que se divirtam. Acho que as duas coisas andam juntas no entretenimento.

L: No crucifixo você é suspensa...
M: Humm, se é para chocar, então que choque mesmo! Como já disse anteriormente, não acho que Jesus ficaria triste ao ver a apresentação. E a mensagem não é tão diferente da mensagem que ele passou. Quero ajudar as pessoas a terem um planeta melhor. Quero que elas abram os olhos para o sofrimento que ocorre no mundo, principalmente para as crianças que continuam morrendo em decorrência da AIDS na África. A propósito, não foi apenas Jesus que morreu na cruz.

L: Você usa sua imagem de forma manipuladora tão quanto você é acusada de usar?
M: Todo o entretenimento e a arte são de certa forma uma manipulação. E não há nada de errado com isso. A questão é, qual a intenção? Para fazer as pessoas rirem? Para seduzir sua essência? Ou fazer as pessoas acordarem e ficarem se perguntando sobre isso ou aquilo. Essa última é, obviamente, o meu jogo.

L: É verdade que você fez a seqüência do livro "As Rosas Inglesas"?
M: Sim! Sairá no próximo outono. Chama-se "The English Roses-Too good to be true". Eu e minha filha tivemos ótimos momentos pensando nas aventuras dessas cinco amiguinhas.

L: E você estará em breve de volta ao mundo do varejo?
M: Pois é, mais uma razão para me chamarem de "A garota materialista"! Na verdade, eu e meus dançarinos já fotografamos a nova campanha para H&M. Eu trabalhei com os estilistas em um agasalho exclusivo que estará nas lojas à partir de agosto. É Gaultier no palco e H&M nas ruas!

L: Você já tinha 25 anos, uma mulher crescida e experiente quando alcançou o topo da fama. Você acha que isso foi melhor do que se você tivesse uns 18 anos ou menos?
M: Eu era quase uma mulher crescida aos 25 e foi bom eu ter esse tempo no anonimato e saber viver sem a mídia. Eu sempre soube o que eu queria e aonde conseguiria chegar. Eu não estava preparada e nunca poderia estar com o que veio a acontecer comigo. Você pode criar fantasias em ser famoso e eu as criei mas jamais nessa proporção que aconteceu. Com sorte eu consegui conquistar a minha individualidade.

L: Há um bloco equestre em seu show, não?
M: Sim, eu amo cavalos! São as criaturas mais lindas que existem e acho que eu fui um dos Henrique VIII em outra vida, cavalgando entre as florestas...

L: O que o sucesso desse álbum significa para você?
M: Bom, em primeiro lugar - ninguém acredita quando eu ou qualquer outro artista diz isso - eu não escrevi essas canções pensando em "ser um grande hit". Tenho que estar satisfeita com aquilo que fiz. Não o que eu gostaria que fosse. Sempre acho que poderia ter feito melhor. Mas é óbvio que eu adorei esse sucesso todo e isso significa muito se meus fãs, com quem tenho sido leal, apesar das dificuldades, gostarem. Quando esse álbum atingiu o primeiro lugar em diversos países no mesmo momento, eu abri uma garrafa de champagne e chorei...

L: E é verdade que você desistiu de fazer filmes?
M: Estou mais interessada em dirigir. Tenho muitos contos para contar. Fazer filmes para mim nunca foi algo para ser um filmaço e sim em eu querer ser uma boa atriz. Mas não é fácil com as críticas que saem antes mesmo de verem o filme. É mais fácil ser um visionário como diretor.

L: Têm algum segredo de beleza?
M: Alguém lhe mandou fazer essa pergunta, né? Eu adoro! E não tenho segredos. Tenho cremes faciais incríveis e me cuido. Só como comida saudável. E se eu decidir fazer uma plástica - pois sei que essa é a próxima pergunta - eu farei. Mas não vou fazer uma coletiva para dizer isso.

L: E sobre você se afastar da carreira, como andaram dizendo?
M: Ah não. Quando tinha 30 anos já diziam isso. "Ela está com 30 e está deixando o mundo". Aí com 35, 40, a mesma coisa. Tudo isso é mentira e especulação . Isso está muito distante de minhas idéias. Nos conhecemos há tanto tempo e você sabe. Admiro sua energia e só sairei de cena quando você sair também.

L: Isso! Eu e você seremos as últimas mulheres em pÉ no rodeio.
M: Exato! E ficaremos até o sol se pôr.