The Sunday Times
Madonna: uma rara e franca entrevista com a Rainha do Pop
Madonna mostra claramente a Dan Cairns quem está no controle – de sua vida, sua impressionante carreira de 27 anos e do encontro dos dois

Por Dan Cairns

O centro nervoso britânico da Corporação Madonna se encontra em duas casas geminadas no centro de Londres. As construções servem de lar à cantora e seus filhos quando estão neste país, além de conter escritórios e uma academia particular. Do lado de fora, os edifícios de seis andares são típicas mansões londrinas – ou seja, bem além dos padrões que a maioria de nós está acostumada. Há algo impregnante nessas ruas: um ar de discreto luxo as permeia. Os ventos da desordem parecem não soprar nem agitar suas extensões imaculadas; nenhum chiclete mastigado ou comida árabe vomitada decoram seus reluzentes paralelepípedos. Você pode passar os olhos no perfeito conjunto residencial de Madonna e admirar sua simetria, a sobriedade de suas linhas arquitetônicas. Mas você provavelmente nem o notaria, a menos que fosse um paparazzo à espreita; são duas meras casas em uma longa e ampla rua cheia delas. Anônimas, enfileiradas, bem conservadas e com um toque de classe. Madonna não faria diferente. “Onde você mora? ela pergunta quando nos encontramos depois. Dalson, eu respondo. O nome não bate. Stoke Newington, eu acrescento, como ponto de referência. “Isso nem é Londres”, zomba ela. E não é, para ser justo. Ou não nessa Londres, de qualquer forma.

Na noite anterior àquela em que caminhei por sua rua e toquei sua campainha, visitei outro prédio imponente próximo à casa da cantora. Alguns dias antes, um panfleto me fora empurrado. “É Um Sinal", dizia, e, considerando que continuava convidando o portador a uma conversa introdutória sobre cabala no centro que Madonna comprou para a organização seis anos atrás, parecia isso mesmo. A palestra expôs um resumo de uma hora de duração do que cínicos chamariam de um emaranhado de oba-oba. Um por cento de nós diz respeito a nossos corpos; concentre-se nos outros 99%, sugere o orador, e encontramos a chave para uma vida espiritual abundante. Há, porém, uma impressão de calma, bem-estar e mesmo complacência. E Madonna, como uma simples olhada em sua carreira de 27 anos cortejando a polêmica pode atestar, precisa de calma. Porque o oposto de calma, de controle, é? “Caos”, ela diz depois. “Dor, sofrimento”.

Nos encontramos para discutir "Celebration", a coletânea de sucessos de 36 faixas em dois CDs, que marca a última obrigação contratual de Madonna com sua gravadora antes que ela parta para o abraço dos $120 milhões de dólares com a Live Nation, a promotora americana de shows. Condições foram impostas: sem perguntas sobre adoção, sobre seu divórcio, sua vida amorosa, sua fé; a discussão deve se ater à sua música. Como árbitro do embate está a porta-voz americana de longa data da cantora, um formidável poço de energia, atenta a tudo, Liz Rosenberg, cujas maneiras, se não a aparência, relembra imediatamente e sem escapatória as do personagem Roz, o caracol gigante do filme "Monstros S.A.", com seu bordão: “Estou de olho em você, Wasowsky. Sempre de olho.” Ela trabalha para a cantora desde o momento, em 1982, em que Madonna recebeu nas mãos pela primeira vez as chaves para a loja de doces do estrelato. “E por falar nisso,” diz Madonna em um ponto, “meu sonho sempre foi trabalhar em uma loja de doces. Isso por causa da minha obsessão com doces; não tenho mais, agora que meus dentes estão todos estragados. Eu freqüentei uma universidade por um ano, por mais chocante que isso possa parecer para as pessoas, e havia uma loja de doces na qual eu costumava ir sempre, daquelas antigas, onde todos os doces ficavam naqueles enormes jarros de vidro. Eu costumava ir lá e olhar para todos os doces e pensar, ‘Deus, seria realmente legal trabalhar aqui; eu poderia ter doces quando quisesse.’ Então eu quis sim as chaves da loja de doces, mas consegui chaves diferentes.” Perde a confeitaria, ganha o pop.

Em "A Vida Com Minha Irmã Madonna", as memórias maliciosas e amarguradas de Christopher Ciccone, o irmão da cantora conta como cada minuto do dia de sua irmã é planejado e calculado. Hoje, porém, o cronograma deu errado. Segundos antes de eu estar pronto na porta da casa dela, um telefonema me avisa para atrasar 15 minutos. O que eu obedeço devidamente, apenas para ficar plantado na sala de recepção por mais um quarto de hora. Isso me dá a chance de olhar em volta. Enquanto espero, Madonna aparece brevemente antes de descer para o térreo, de um lugar onde vários sons se interpõem: o ressoar de uma gargalhada; uma execução explosiva de seu novo single; e o barulho de um aspirador de pó. Será que ela está botando a faxina em dia, empolgada por uma de suas próprias canções tocando no estéreo, rodando, com o aspirador na mão? Improvável, mas uma imagem interessante. No hall em que espero, há uma pintura do artista barroco alemão do século 17 Gerrit Dou em uma das paredes, que são forradas com veludo escovado azul. Em outra parede, um par de telas circulares mostram uma trupe de pierrôs dançando com cordas. Velas perfumadas Christian Dior preenchem o ar em um espaço tão vagamente iluminado, que parece tanto teatral quanto semi-religioso. Um enorme telefone, com extensões múltiplas com etiquetas como Estúdio de M, Closet de M, Banheiro de M, Lavanderia, Sala de Música, Cozinha, Estábulo. O quadro é de grande riqueza combinada com um rigor logístico e organizacional. Disciplina, controle, precisão. “E essa é a definição de mim?” Madonna diz mais tarde, terminando meu pensamento alto. “Sim, mas eu nem mesmo penso, quando as pessoas escrevem isso, que elas realmente acreditem. Eu simplesmente acho que as pessoas estão entrando no turbilhão do momento e repetindo coisas que ouviram outras pessoas falarem; e a repetição funciona.”

Nosso encontro finalmente acontece no estúdio de Madonna, uma sala toda cinza com uma pintura de Frida Kahlo acima da enorme mesa art-déco, estantes de vidro com livros de arte e fotografias da família e duas cadeiras em diagonal, nas quais sentamos. Em pessoa, de calças pretas e uma camiseta sem mangas, a senhora de 51 anos é pequena, mesmo de salto alto, e linda, seu rosto de alguma forma mais animado e compreensível do que você espera, seus trejeitos formando expressões de recato ou conhecidamente irônicas enquanto ela fala. Seu sotaque é notadamente modelado, com um inglês claro como o da Rainha, resultado da quantidade de tempo que ela começou a passar neste país desde seu casamento com Guy Ritchie. Por uns bons 10 minutos seu desconforto é visível, uma mão cobrindo o rosto enquanto responde. E quando, durante esse embaraço inicial, eu me inclino no espaço entre nós para dar ênfase a um ponto, eu sinto sem sombra de dúvida que eu ultrapassei uma linha invisível.

Você começa a entender por que as pessoas têm tanto receio dela: você não gostaria de estar na mira de um de seus olhares gélidos. Isso significa, pergunto em um ponto, que paramos de tratá-la como uma mera mortal? “Muitas pessoas ficam realmente confusas comigo,” ela diz. “Elas não sabem o que pensar de mim, então tentam me compartimentalizar ou diminuir. Talvez apenas se sintam inseguras. Mas toda vez que você tem uma reação abertamente emocional ou irracional, negativa com relação a algo, você está temendo algo que aquilo está trazendo a tona em você mesmo.” Ela faz uma pausa e olha para Rosenberg. “Vamos todos chamar nossos psicólogos agora e discutir isso. Liz?”

Quando, no ano passado, um editor de revista americano fez um perfil de Madonna e escreveu “Pense em sua carreira. Não é das canções que você lembra, ou não primeiramente”, sabia-se do que ele estava falando. Vídeos, filmes, papéis, casamentos, cortes de cabelo, filhos, obras de caridade: todos carregam um peso visual que parecem ter freqüentemente ofuscado a pretensão original de Madonna para a fama. Mas "Celebration", sugiro eu, não indica que as canções estão lá, em algum lugar, também? “Aquele editor, vocifera Rosenberg de repente, de trás da mesa, “é um idiota”. “São palavras ásperas”, queixa-se Madonna, incapaz de suprimir uma risada. “Não sei, eu acho que depende de qual lado da cerca você está. Algumas pessoas não apreciam minha música, então não pensam em mim como musicista ou compositora. Gostam de pensar em mim como um tipo de fenômeno cultural.” Então as pessoas ouvem suas músicas e reagem visualmente, mais do que emocionalmente ou musicalmente? “Exato – ‘Isso foi quando ela usava o sutiã em forma de cone’, ‘Essa é a canção das cruzes queimando’. Esse tipo de coisa. Suponho que seja em parte culpa minha.” E quando examinamos minuciosamente os marcos de sua carreira, devemos procurar o quê? Motivação, ironia? “Manipulação, provocação,” diz ela.

Outro comentador escreveu que Madonna tem a “habilidade para absorver e incorporar conhecimento que a mantém um passo a frente”. Certamente, seus instintos sobre música, moda e futuras tendências culturais se provaram inquietantes. Mas essa concentração em sua destreza para a assimilação não deixa passar despercebido o que ela mesma faz com esse conhecimento? “Bem, sim,” replica ela. “Todos podemos reter informação. É como a regurgitamos que nos faz diferentes. Certo?” E se concentrar na absorção pode remover sua própria inserção subseqüente da equação? “Bem, fazer isso é minar o campo, não é?” Ela ri. “Não é esse o objetivo do exercício?”

Pergunto a ela sobre seu começo em Nova York no final dos anos 70, aonde ela chegou, sem dinheiro e tendo largado a universidade, para tentar uma carreira como dançarina. E aonde ela ganhou reputação de determinada, manipuladora, candidata à promiscuidade, descartando empresários, companheiros de banda e namorados por capricho.

Cinco anos de artifícios, economias, frieza e oportunismo foram compensados quando ela assinou um contrato com uma gravadora em 1982. Mas também a marcaram, de forma indelével, como artista; na verdade, do jeito que ela fala sobre o período, você sente que, independente da fortuna estimada em $300 milhões de libras (mais de 800 milhões de reais), da coleção de arte, do Boy Toy, das tunês recordes (a mais recente, Sticky & Sweet, faturou impressionantes $408 milhões de dólares), há uma parte de Madonna que ainda é motivada pela fecundação cruzada e o experimentalismo da Nova York do início dos anos 80.

Fisicamente, ela deixou a cidade há muito tempo. Artisticamente, ela continua lá, na sua própria imaginação, pelo menos: rondando em busca de influências e colaboradores, sugando-os por completo, seguindo em frente, uma gralha cultural. Os orçamentos e as manchetes, cresceram; o espírito, argumenta ela, permanece. “A cidade nunca mais será a mesma,” ela diz. “Foi uma época impressionante, uma convergência impressionante entre cultura pop e arte. E pensar que eu costumava jantar regularmente com Andy Warhol, Jean-Michel Basquiat e Keith Haring. Isso era quase diariamente. Era uma parte muito mais educativa da minha vida do que aquelas nas quais as pessoas escolhem prestar atenção. Eu me apresentava em lugares como CBGB antes de ser posta no microscópio, e isso foi útil para mim, como artista, e também para me dar um senso de confiança a meu respeito – não obstante as sovas que eu tomaria depois.”

Madonna contra mundum? É uma condição que se encontra em muitos artistas, um estado psicológico desejado que os arremessa para cima antes de redimensionar as alturas com cada novo álbum ou turnê. A afirmação das vendas de discos – Madonna é a artista feminina mais bem sucedida de todos os tempos – não pode tirar essas pessoas de um senso de vitimismo, de ser mal-interpretadas ou sub-apreciadas. Possivelmente, isso nasce da crença de que o que eles criam é indiscutivelmente trivial. Isso pode explicar por que alguns, especialmente os intelectualmente curiosos (ou inseguros), transitam em uma infinidade de outras disciplinas artísticas ou amealham para si os rigores do refinamento e da significância cultural. (Quão reveladora é, afinal, a frase “eu freqüentei uma universidade por um ano, por mais chocante que isso possa parecer para as pessoas”?)

Madonna está certamente melhor colocada que a maioria para resistir a tais dúvidas. Seus lançamentos recentes podem ter sido inconsistentes – você precisaria voltar a 1998, e a "Ray of Light", para encontrar seu último clássico genuíno – mas "Celebration" oferece uma afirmação incontestável de sua genialidade pop. Vogue, Cherish, Into the Groove, Borderline, Like a Prayer, Material Girl, Frozen: os hits balançam, como lembretes daquilo nós – e Madonna também – perdemos ao nos afogarmos na futilidade da fama, ao invés de sermos varridos pela música. “O canto vem primeiro,” concorda Madonna. “E todas essas outras coisas que as pessoas lembram, as imagens, são secundárias, ou certamente não tão importantes quanto.” Ela quer que nós, dá a entender, voltemos para a música. Mas ela já não se importa, certamente, com o que as pessoas pensam? “Me importo também,” retifica ela. “Mas acho que fiquei muito boa em perceber quando a opinião das pessoas sobre a minha obra vem do que elas pensam de mim como pessoa. Você só tem que fazer a sua estória e soltá-la no mundo. O resto, você não controla. Aí vem aquela teoria de que eu sou uma controladora obsessiva. Posso fazer toda a música, todos os shows que eu quiser, fazer todos os filmes que eu quiser, mas não posso controlar a reação das pessoas – de jeito nenhum. Elas vão pensar o que quiserem pensar, e sentir o que quiserem sentir. Só posso controlar a mim mesma – e às vezes nem isso consigo fazer muito bem.” Sua reputação de mão-de-ferro é, ela argumenta, confundida com simples autodisciplina, embora ela dê o braço a torcer: “Ás vezes nada me segura.”

Mais uma vez, foi Nova York que modelou esse potencial para que se tornasse a força inabalável que é hoje. “Foi quando eu soube,” diz ela, “que era isso que eu ia fazer – ser uma cantora, compositora e entertainer, e não me importo se tiver que passar fome, morar num quarto com cinco caras, tomar banho em uma pia; é isso que eu vou fazer. E porque eu vivia uma vida bastante sombria e não me importava, bem, se você vive uma vida sombria e não se importa e até se diverte com ela, então isso deve provar que você está comprometida com algo.”

As 36 canções em "Celebration" documentam a sucessão de produtores e compositores habilmente selecionados – John “Jellybean” Benitez, Steve Bray, Pat Leonard, William Orbit, Mirwais, Stuart Price – com quem Madonna trabalhou ao longo de sua carreira. Outras colaborações – com Prince, com Michael Jackson – ou se apagaram como um rojão molhado ou falharam inteiramente. Da colaboração com Jackson ela diz: “Passamos um certo tempo juntos e nos tornamos amigos, mas nunca aconteceu. Escrevi um punhado de letras e as apresentei a ele e ele não quis tocar naqueles assuntos. Ele não queria ser provocativo. E eu disse ‘Bem, por que me procurar?’ Quer dizer, é como pedir a Quentin Tarantino que não ponha nenhuma violência em seus filmes. Senti que ele era muito inibido, muito tímido. Bem, também sou tímida. Quando se escreve com alguém, você fica imediatamente tímido, porque, a menos que vocês já sejam bons amigos, você não pode ser honesto e dizer, ‘Essa é a coisa mais besta que já ouvi.’ Você fica com medo de dizer que não gosta de alguma coisa porque fica com medo de ferir os sentimentos das pessoas, ou tem medo que suas próprias idéias sejam uma merda; e se você revela essas cartas, eles não vão querer trabalhar com você.” Claro que qualquer músico no mundo, penso eu, faria tudo para trabalhar com ela. Mas é claro que não é esse o ponto. Madonna precisa querer trabalhar com eles. E nunca o contrário.

“A primeira coisa que me veio à mente,” continua ela, agora se referindo à morte de Michael Jackson, “foi a palavra ‘abandonado’. Sinto como se todos nós o tivéssemos abandonado e o colocado em uma caixa e rotulado ele como uma pessoa estranha. E me atingia ver as pessoas escreverem aquelas coisas horríveis sobre ele, o acusarem de ser um molestador de crianças e todas essas coisas das quais ninguém tinha nenhuma prova – porque, você sabe, houveram várias coisas das quais fui acusada. Quando adotei David, fui acusada de tê-lo seqüestrado, pelo amor de Deus; isso é muito doloroso, e as pessoas adoram se aproveitar dessas situações. O espírito do linchamento é muito assustador."

Como Madonna disse em seu tributo a Jackson no MTV Awards da semana passada, ela perdeu sua mãe aos seis anos e ele perdeu a infância. Ambos se empenharam numa longa busca por algo que preenchesse essas lacunas. Madonna continua procurando, mas viva. Alguma coisa que a blindou nessa jornada faltou em Jackson. Que conselho ela daria a si mesma com 24 anos, prestes a lançar seu primeiro single e estourar para o estrelato? “Não leve para o lado pessoal” responde ela sem pensar.

Ouvindo a fita mais tarde, fico pasmo com quão tranquila ela soa, mas também com quão cansada. Isso talvez porque ela ainda tinha alguns shows antes de sua turnê mundial finalmente acabar. Mas há, em sua voz, o começo de um sentido de tédio, mesmo que ela recite mantras de auto-motivação como “Continuo curiosa e faminta. Quero mais conhecimento, quero mais informação, quero mais experiência.” Seu entusiasmo por Londres, por música, por sucesso, é tanto audível quanto visível, especialmente quando ela ri, o que faz com freqüência. Mas há momentos em que você não pode evitar de se perguntar se ela sonha em pular fora do carrossel. E, por mais circunscrita que seja a linha do questionamento, não é nada que se compare ao controle da candura de Madonna, que parece não obstante desenhada a não permitir nem contra-argumento nem investigações mais profundas. Ela está aberta até certo ponto, mas determinada a não deixar brechas.

Um resmungo de Rosenberg indica que meu tempo acabou. E com isso, Madonna olha para o relógio pendurado em uma corrente em volta de seu pescoço, levanta da cadeira e diz, “Oh, hora do banho.” E se vai. Para algum cômodo que sem dúvida tem sua própria extensão telefônica. Em uma casa antiga onde tudo funciona (quase) como um relógio. Você olha para a carreira que "Celebration" simboliza, para o quanto ela poderia ter dado tão horrivelmente errado, e de repente aquela ânsia por ordem, por segurança, por previsibilidade, começa a fazer muito sentido. Talvez tudo tenha girado em torno disso, no fundo. “Dor, sofrimento,” como ela chamou. Ainda jovem, Madonna resolveu não experimentar isso de novo. O quanto ela foi bem sucedida nessa estratégia de evasão, só ela pode saber. Mas essa é provavelmente a única porcentagem que conta.

 

Tradução Adriano Luz